Agenda da Resistência – Reunião Fórum 21 (27.07.2019)


A construção de uma agenda da resistência e a escolha de focos e prioridades de atuação do Fórum 21 foram tema da reunião no último sábado, 27 de julho de 2019, na Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP).

Destacando os limites de atuação do coletivo – voltado à “minhocar a cabeça das pessoas” – os membros do Fórum 21 definiram seus próximos passos, estabelecendo a organização de comitês temáticos e de uma comissão executiva.

Também se procurou identificar segmentos que, neste momento, têm importante papel de resistência como os estudantes que, sem perspectiva de futuro, prometem um tsunami no próximo dia 13 de agosto. A situação dos trabalhadores foi outro tema debatido, destacando-se a importância da insistência no tema da destruição dos direitos.

Entre as decisões tomadas pelo coletivo está a criação de uma comissão executiva voltada à dinamização dos trabalhos do F21, formada por Anivaldo Padilha, Joaquim Palhares, Mariana Serafini, Maria Rita Kehl e Carlos Tibúrcio. O F21 também contará com os seguintes comitês temáticos:

Educação

No âmago da disputa política, a educação afeta direta ou indiretamente todos os brasileiros, os pais que investem no futuro dos filhos e os próprios estudantes. É hoje a principal pauta aglutinadora e com maior capacidade de mobilização, portanto, o F21 dará apoio total às manifestações de 13 de agosto.

Uma das ideias é chamar uma conversa com lideranças estudantis que estão à frente das passeatas e, também, jovens que estão participando da movimentação cultural que está acontecendo agora nas periferias das grandes cidades.

Também se destacou a urgência de se elaborar uma crítica contundente ao “Future-se”, programa apresentado pelo MEC. Outra proposta é a realização de uma grande conferência autônoma de Educação, de baixo para cima – envolvendo esferas municipal, estadual e federal –, para enfrentar o ataque contra o setor. Por fim, foi lembrada a questão da militarização das escolas secundárias. Estão responsáveis pelo Comitê de Educação: Julio Cesar Costa, Reginaldo Moraes e Aluisio Schumacher.

Militares

Marinha e Aeronáutica estão pouco envolvidas no governo Bolsonaro, por quê? Quais são as disputas dentro das Forças Armadas? Frente a esta e outras questões chegou-se à conclusão de que é necessário organizar uma conversa com pesquisador e/ou membros da Polícia Militar e das Forças Armadas (Exército); além de se montar seminários públicos sobre o tema. Estão responsáveis pelo Comitê sobre os Militares: José Luís del Roio, Anivaldo Padilha e Sebastião Velasco.

Neopentecostais e católicos

O universo religioso e seu potencial de transformação da realidade precisam ser analisados. A ideia é conversar com pesquisadores e lideranças religiosas, em um primeiro momento com neopentecostais e católicos. Também foi sugerido um seminário específico sobre a questão. Uma oportunidade de mobilização na área gira em torno do sínodo amazônico que terá forte impacto neste ano, confiram o documento Instrumentum Laboris do Sínodo Amazônico e sua versão popular. Estão responsáveis pelo Comitê sobre os Militares: José Luís del Roio e Anivaldo Padilha.

Economia

A partir da constatação de que a dinâmica econômica não tem sido colocada suficientemente na mesa, o Comitê de Economia pensará em estimular a produção de textos que evidenciam que o golpe não deu certo, afinal, já são cinco anos de paralisia econômica, com impactos imensos no emprego e em investimentos. Estão responsáveis pelo Comitê de Economia: Ladislau Dowbor e Carlos Silveira (Caico).

Eleições 2020

Durante a reunião também foram discutidas as oportunidades abertas pelas eleições de2020, tal como destacado por Boaventura de Souza em “E agora, Brasil?”. De grande importância para a resistência no plano local, sobretudo em termos de mobilização, as eleições podem ajudar no resgate de um mínimo de bom senso político no país.

Também foi citada a importância de se construir desde já uma plataforma sobre os rumos da cidade. E mencionado o desafio que será lidar com a polarização social e do antipetismo, certamente, acirrados pela direita no próximo ano.

Quem estiver interessado em participar de algum comitê proposto ou quiser propor algum novo comitê, por favor, entrar em contato com Joaquim Palhares jpalhares2@gmail.com.


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